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Paulo Vieira

Mudança, desafio e crise requerem decisões difíceis. A maneira como se lida com essas situações é que faz a diferença entre os bons líderes e os demais

John Maxwell


Mercado

Mão de obra, o gargalo do meio rural

Mesmo com a falta de comprometimento dos funcionários, algo comumente visto nas fazendas, os empresários não devem desistir da rigorosa seleção da equipe

01/11/2019 - 15:31 | Atualizado em 04/12/2019 - 10:23

Dentre os principais gargalos do meio rural, um certamente atormenta a vida dos empresários: a mão de obra (geralmente escassa e de baixa qualidade). Mesmo com a falta de comprometimento dos funcionários, algo que infelizmente impera no mercado atual, os agropecuaristas não devem desistir da rigorosa seleção da equipe.

Antes de pensar nos profissionais que integrarão o time da sua fazenda faz-se necessário estabelecer algumas metas: definir os cuidados para com os animais; a seleção genética; o viés do criatório; a abrangência da atividade, e até o público-alvo a ser atendido. A turma do manejo, por exemplo, deve ter ampla experiência na área. Já os jovens talentos precisam demonstrar boa vontade em aprender. Nos cargos mais específicos, que demandam boa formação técnico-científica, a ideia é valorizar os trabalhadores que tenham aptidão para estudar, crescer e evoluir. Além de seus currículos, devem ser observados rigorosamente aspectos éticos e morais, bem como a capacidade de trabalhar em equipe e a facilidade em obedecer à hierarquia.

Marcelo Pardini
Valorização dos trabalhadores que tenham aptidão para estudar e evoluir

Em se tratando de atuação na área rural, o que se propõe atualmente é que o responsável pelo negócio tenha visão holística. Desta maneira, é importante a participação de vários profissionais que atuem em áreas correlatas. Estabelecidas tais premissas, deve-se fazer um estudo bem detalhado das atribuições de cada um dentro do todo. Feito isso, é desejável que já numa primeira entrevista sejam apresentados aos candidatos cronogramas e organogramas bem estudados para que os mesmos tenham ideia daquilo que os espera em relação à sua atuação.

Para que o trabalho funcione é necessário que se estabeleça um sistema de referência e contra referência, com a finalidade de deixar claro a quem cada indivíduo deve se reportar. Essa regra deve ser estabelecida tão logo o trabalho seja iniciado, tendo reuniões precedidas de avaliações para que problemas de fácil resolução não se transformem em situações insustentáveis, atrapalhando o processo. Ao final da caminhada, pretende-se que a equipe profissional tenha comprometimento e atue em sintonia, atingindo os objetivos.

Sou a favor de se instituir a Meritocracia, premiando os melhores funcionários, aqueles que se dedicam ao ofício com maior intensidade e comprometimento. O foco é criar soluções que sejam fundamentadas na melhoria de três pontos para a fazenda: desempenho, competitividade e lucratividade. E mais: acima de qualquer viés econômico, a criação animal demanda pessoas que tenham respeito e amor para com os bichinhos, logo, no processo de seleção da equipe os trabalhadores que tiverem tais características sempre terão preferência em relação aos demais.


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Marcelo Pardini contato@agromp.com.br

Marcelo Pardini é narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural. Titular da marca Agro MP - A voz do Agronegócio.

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