Sejamos verdadeiros e não permitamos que a consciência pese sobre os pés. O presente é o tempo de despertar: afloremos o entusiasmo hoje

Marcelo Pardini

Já que o presente é o melhor dos tempos, haja vista que é o único que temos, serenemos o coração para vivermos o agora com entusiasmo e alegria

Marcelo Pardini


Veterinária

Intoxicação em equinos

A ocorrência se dá por diversos fatores, como a ingestão de plantas tóxicas, alimentos contaminados e água com sujidades

16/10/2026 - 08:14

As intoxicações representam risco constante no manejo dos equinos, podendo comprometer a saúde dos animais e, em casos mais graves, levá-los à óbito. Podem ocorrer por diversos fatores, como a ingestão de plantas tóxicas, alimentos contaminados, água com sujidade, uso de medicamentos e produtos químicos. “É essencial reconhecer precocemente os principais sinais clínicos apresentados pelos animais entoxicados”, alerta o médico veterinário Kauê Ribeiro, coordenador de Comunicação Técnica da Vetnil, empresa líder em Saúde Equina.

Entre as causas recorrentes estão as intoxicações por ionóforos, antibióticos amplamente utilizados na produção de ruminantes e aves, com funções coccidiostáticas, antimicrobianas e promotores de crescimento. Os equinos são sensíveis a essas substâncias, mesmo em pequenas quantidades, cuja ingestão pode resultar em anorexia, depressão, salivação excessiva, sudorese, ataxia, tremores musculares, fraqueza, decúbito e morte.

Kauê Ribeiro também aponta que a ingestão de plantas tóxicas, como Maria mole (Senecio brasiliensis), Xique-xique (Crotalaria juncea), Fedegoso (Senna occidentalis), Mamona (Ricinus communis) e Samambaia (Pteridium aquilinum), pode causar intoxicação, gerando diferentes sinais clínicos, sendo os mais comuns: salivação, sudorese, cólicas, taquicardia, tremores, convulsões, dificuldade respiratória, ataxia e até falência hepática ou cardíaca. As plantas dos gêneros Senecio e Crotalaria, por exemplo, abrigam espécies vegetais que contêm alcaloides pirrolizidínicos, fitoquímicos que são bioativados no fígado e produzem metabólitos tóxicos, como os ésteres pirrólicos e álcoois pirrólicos. Tal intoxicação pode se manifestar de forma aguda ou crônica, afetando principalmente o fígado dos animais, pela inibição da mitose das células hepáticas e necrose celular, causando danos irreversíveis ao órgão. Alguns desses alcaloides, como a monocrotalina, podem acometer também os pulmões e o rim. Os equinos intoxicados apresentam sinais de diminuição progressiva do apetite, apatia, depressão, mucosas ictéricas e fotossensibilização, evoluindo para sinais neurológicos pela encefalopatia hepática, com movimentos constantes da cabeça e deambulação, vindo a óbito em poucos dias após o início dos sinais clínicos.

Podem ocorrer casos de contaminação por micotoxinas, substâncias produzidas por fungos presentes em alimentos mal armazenados, como a silagem de milho. A leucoencefalomalácia, popularmente conhecida como "doença do milho mofado", é provocada pela ingestão da fumonisina, produzida por fungos do gênero Fusarium, que pode causar sérios danos ao sistema nervoso central, provocando degeneração da substância branca cerebral, além de problemas hepáticos. Os sinais clínicos são letargia, andar desorientado, hiperexcitabilidade, pressão da cabeça contra superfícies. “Doenças causadas por micotoxinas ou outras toxinas presentes na alimentação costumam evoluir de forma rápida, por isso qualquer mudança de comportamento deve ser observada”.

Reconhecer precocemente os sinais clínicos e acionar o médico veterinário é fundamental para garantir o diagnóstico preciso e iniciar o tratamento o quanto antes. Em casos de intoxicação, a intervenção imediata pode ser decisiva para o prognóstico. O tratamento de intoxicações envolve a retirada imediata da fonte de intoxicação, a administração de carvão ativado, com o objetivo de reduzir a absorção das toxinas no trato gastrointestinal, a realização de terapia de suporte, como a fluidoterapia, a reposição de eletrólitos perdidos e o uso de medicamentos, vitaminas e antioxidantes que reduzam o dano oxidativo e forneçam suporte hepático.

Com foco no bem-estar e na saúde dos cavalos, a Vetnil oferece soluções eficazes para auxiliar em casos de intoxicação, como o Enterex, produto à base de carvão ativado, associado a zeólita, caulim e pectina, indicado como adsorvente de toxinas presentes no trato gastrointestinal, além de auxiliar em diarreias e gastroenterites. A reposição de eletrólitos auxilia na restauração do equilíbrio hidroeletrolítico e na prevenção de distúrbios metabólicos, enquanto o Hipervit e o E-S-E oferecem suporte nos casos em que ocorrem alterações neurológicas e musculares. Cavalos que apresentam fasciculações musculares severas podem necessitar de miorrelaxantes centrais como o metocarbamol, princípio ativo que compõe o Descontrax, outro excelente produto da Vetnil.

Em situações em que há comprometimento hepático, o uso de produtos que auxiliem na recuperação metabólica é essencial, como é o caso do Ornitil, eficiente antitóxico e auxiliar do metabolismo hepático, contendo princípios ativos considerados fundamentais para conversão de subprodutos tóxicos decorrentes da metabolização de proteínas. Em situações de estresse metabólico, o Hepvet Equinos é uma opção indicada por reunir 23 elementos essenciais ao suporte na recuperação de animais submetidos a condições extremas. Além disso, contém componentes precursores da glutationa, principal antioxidante endógeno, que contribui para otimizar a capacidade de recuperação metabólica. Em alguns casos, a reposição intravenosa de nutrientes, como vitaminas e aminoácidos, também pode auxiliar na recuperação do metabolismo energético e proteico dos animais, como é o caso do Bionew.

O uso de produtos confiáveis e direcionados ao suporte clínico adequado é um diferencial importante na resposta terapêutica. E a prevenção é fundamental para evitar que as intoxicações ocorram. “O ideal é que o manejo preventivo seja eficaz, com práticas seguras, controle rigoroso da qualidade da alimentação, armazenamento correto dos insumos e acompanhamento veterinário contínuo para garantir a saúde e o bem-estar dos equinos”.